EUA aprovam comercialização do “viagra feminino”

Os sexólogos garantem: nós, mulheres, podemos muito bem experimentar o êxtase total durante o sono ou, no mínimo, chegar tão perto dele a ponto de acordar no meio da noite morrendo de desejo. Diferentemente dos conhecidos “sonhos molhados” dos homens, que costumam ejacular durante o sono, no nosso caso os lençóis não servem como evidência. Mas os estudos na área da sexologia não deixam dúvidas: somos capazes de ter um orgasmo igual ou até mais intenso do que aquele que experimentamos quando estamos de olhos bem abertos. Como é possível? Enquanto você dorme, seu cérebro não para de trabalhar. Ele se ocupa de manter o coração batendo e a produção contínua dos hormônios, monitorar movimentos e reflexos de diferentes partes do corpo, entre outras tarefas vitais.

A cada 90 minutos, entramos numa fase de sono profundo que os especialistas chamam de estágio REM ou movimento rápido dos olhos). Esse deslocamento é a senha de que estamos mergulhadas no universo dos sonhos, quando as projeções imaginárias do inconsciente tornam-se mais vívidas, parecendo reais. Também durante o sono REM, o cérebro determina que um maior fluxo de sangue percorra os órgãos sexuais, inclusive o útero, provocando espasmos e contrações involuntárias. Além disso, o aumento da pressão sanguínea faz com que o clitóris fique intumescido, exatamente como acontece quando nos excitamos em várias mulheres, isso tudo desencadeia o orgasmo. É bom? Bárbaro, só para dizer o mínimo. Segundo os sexólogos, o orgasmo noturno é conhecido por ser particularmente intenso. Em parte, porque durante o sono nosso corpo entra em profundo estado de relaxamento. Além disso, a intensidade do prazer aumenta graças a uma espécie de “garantia de privacidade”.

“As censuras adquiridas ao longo da vida interferem com menos intensidade durante o sono, deixando-nos entregues ao próprio devaneio”, explica a carioca Sandra Baptista, psicóloga e sexóloga do Instituto Brasileiro de Medicina de Reabilitação (IBMR). Outro ponto que torna esses orgasmos tão profundos é que as fantasias criadas pelo cérebro podem incluir condutas que jamais realizaríamos acordadas: por exemplo, práticas exibicionistas, sexo grupal ou até uma transa com alguém do mesmo sexo. Em resumo, tudo é permitido, inclusive explorar certas possibilidades sem nos preocupar com as consequências. Que tal? É saudável? Pode apostar que sim.

Além de produzir uma lubrificação intensa e de manter seus órgãos sexuais azeitados, o orgasmo involuntário ajuda a aliviar a tensão. “Ele pode acontecer quando desejamos muito alguém e, por alguma razão, essa pessoa não está acessível. Ou, então, quando sentimos uma grande excitação e vamos dormir com essa energia represada”, diz Sandra. Bônus extra para as mulheres que dormem acompanhadas: seu homem pode adorar a ideia de ser despertado por uma namorada incendiada pelo desejo. “Um dos aspectos característicos dos sonhos sexuais é a rapidez com que eles levam uma pessoa ao orgasmo”, afirma Sandra. “Embora um homem ou uma mulher possam ser lentos para atingir o clímax acordados, durante o sono ocorre justamente o contrário”. Segundo os especialistas, há casos em que se pode experimentar um orgasmo noturno antes mesmo de vivenciar esse prazer estando desperto. No que é diferente do prazer noturno dele? A ejaculação noturna é quase um reflexo. Ela tende a ser consequência de não ter ocorrido a descarga regular, especialmente se o homem não recorreu à masturbação.

Funciona como uma válvula de escape para aquele esperma que vem sendo produzido e permanece guardado. Orgasmos femininos, por outro lado, pedem uma fantasia caprichada mesmo durante o sono. Ou seja: sem um enredo sensual e erótico, uma mulher não conseguirá ter um orgasmo, exatamente como acontece acordada. Como chegar lá? Alguns especialistas acreditam ser possível induzir qualquer tipo de sonho antes de ir para a cama. Eles sugerem a você ler alguma coisa sexy minutos antes de dormir, assistir a um filme carregado de Videos porno

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